O poder do big data em uma cidade inteligente

Como já falamos em um dos nossos artigos, Londres, no Reino Unido, pode ser considerada a cidade mais inteligente do mundo na atualidade. Um dos motivos pelos quais ela recebe esse título é que o sistema de transporte da cidade funciona de forma conectada.

A operação das redes de transporte de Londres — que inclui ônibus, metrô, táxis, estradas, ciclovias e até balsas — permite o acesso a grandes quantidades de dados. Isso é coletado por meio de sistemas de bilhetagem, além de sensores conectados a veículos e sinais de trânsito, pesquisas e, claro, à mídia social.

O que todo esse aparato tem em comum? O uso eficaz do big data!

Entendendo o que é o big data

Você sabia que a bolsa de valores de Nova York gera cerca de um terabyte de novos dados comerciais por dia e que os uploads de fotos e vídeos, mensagens e comentários no Facebook criam mais de 500 terabytes de novos dados todos os dias? São muitos dados, concorda? Basicamente, isso é o que chamamos de big data.

O big data está se tornando uma parte cada vez mais inseparável de nossas vidas. Todo mundo está usando algum tipo de tecnologia ou entrando em contato com produtos e grandes empresas. Em suma, essas empresas estão nos oferecendo seus dados e usando os que entregamos a elas. Elas estão constantemente analisando essas informações para produzir com mais eficiência e desenvolver novos produtos.

Mas, voltando às cidades inteligentes e aos sistemas de transporte, como o big data atua?

A análise dos dados e a mobilidade nas cidades inteligentes

As tecnologias da informação e comunicação desempenham um papel importante nas cidades inteligentes, disponibilizando dados coletados por meio de componentes conectados. Essa tecnologia, também chamada de Internet das Coisas (IoT), funciona por meio da comunicação entre dispositivos e troca dados que requerem internet, conexões sem fio e outros meios de comunicação.

As cidades inteligentes usam dispositivos de IoT para buscar dados e processá-los com eficiência para implementá-los em uma área específica. Sensores e dispositivos conectados coletam dados de várias fontes instaladas em uma cidade e depois os analisam para uma melhor tomada de decisão.

Quando falamos de mobilidade e transporte urbano, podemos citar alguns pontos de melhoria fornecidos pela análise de big data.

Mapeamento do comportamento do usuário

As plataformas de bilhetagem inteligentes atualmente disponíveis nos sistemas de transporte público de muitas cidades criam uma grande quantidade de dados. Esses conjuntos de dados refletem como as pessoas se comportam, o que, por sua vez, significa que é possível avaliar suas necessidades de transporte e fornecer uma imagem precisa de seus hábitos, seja em grupo ou em nível individual. Graças à análise de big data, é possível adaptar o transporte público a essas necessidades, planejar novos serviços, minimizar o tempo dos deslocamentos etc.

Planejamento urbano

Com a crescente urbanização, nossas cidades estão ficando mais inteligentes a cada dia — e ainda existem vários outros planos para modificá-las completamente no futuro. A automação para mapeamento e planejamento inteligentes do tráfego com gerenciamento e monitoramento em tempo real é uma dessas estratégias. Os dados coletados de várias fontes podem ser utilizados para fornecer um ambiente sustentável com maior eficiência energética e menor desperdício de recursos. Por meio da análise preditiva, é possível analisar o crescimento da infraestrutura atual e planejar as necessidades futuras da cidade.

Vale ressaltar que as empresas estão produzindo dados a todo momento, e para que esses dados que já estão disponíveis sejam transformados em resultado é fundamental usar as ferramentas certas. A plataforma de bilhetagem da Empresa 1, o Sigom, permite, via APIs, uma integração com ferramentas de inteligência como o Power BI, que transforma os dados em análises para melhor tomada de decisão.

Em resumo, em uma cidade inteligente, o big data desempenha um papel importante no processamento de dados coletados por meio de dispositivos de IoT, para que análises adicionais possam ser feitas para reconhecer os padrões e as necessidades da cidade. Os sensores instalados em toda a cidade geram enormes quantidades de dados e, se usados ​​de maneira eficaz, há muitas melhorias que podem ser feitas.

Ficou claro que o big data em uma cidade inteligente tem relação direta com a internet das coisas, não é? Então, que tal entender um pouco mais sobre esta tecnologia agora? Leia nosso artigo sobre IoT!

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