19/11/2018 Transporte

Perguntas e respostas sobre o pagamento com cartões de débito e crédito no transporte

O padrão EMV  abre portas para o pagamento com cartões de débito e crédito no transporte público. Isso é um fato conhecido e vem sendo muito falado, inclusive aqui em nosso blog. Mesmo assim, por ser uma tecnologia nova, ainda existem dúvidas em relação a operação da bilhetagem com esta modalidade de cartão.

Para ajudar, criamos uma lista com alguns dos principais questionamentos sobre o uso dos cartões de débito e crédito no transporte. As perguntas foram extraídas de conversas com nossos clientes, principalmente durante o Seminário EMV, que aconteceu em BH no mês de outubro.

1 – Qual o investimento necessário em tecnologia para oferecer esta modalidade de pagamento? 

A funcionalidade de leitura de cartões de crédito e débito está vinculada a uma antena específica, com software desenvolvido, testado e homologado especialmente para cartões com padrão EMV. Ou seja, para habilitar a transação com cartões EMV, é necessário um validador equipado com esta antena. O validador também recebe um software diferente, preparado para trabalhar com a antena EMV e com a antena da bilhetagem tradicional, paralelamente.

Um ponto de atenção na hora de pensar neste investimento é a capacidade dos validadores mais modernos. Além de atender o EMV, os validadores multifuncionais vão agregar outros benefícios que precisam entrar na conta.

 

2 – Além do investimento em tecnologia, quais outros custos envolvidos?

Aqui deve ser considerado o custo da operação com o adquirente de cartões, que é a entidade responsável pelo processamento das transações EMV dentro do ecossistema financeiro. O valor costuma variar, dependendo do adquirente contratado, mas é sempre calculado considerando um percentual fixo da transação.

Isso significa mais um custo na operação? Um custo novo, mas que surge ao mesmo tempo em que outros podem diminuir, ou até, serem extintos. Como por exemplo: custo com emissão de cartão, custo da operação do dinheiro, custo com rede de venda, entre outros. Ah, outro ponto importante: este arranjo financeiro só se aplica nas transações com cartões EMV. Ou seja, os pagamentos com cartão de transporte não estão sujeitos a estas taxas.

A contratação fica a cargo do operador de transporte. O parceiro da Empresa 1, que tem apresentado ótimas condições para este mercado, é a Stone. Se você ainda não conhece, sugerimos que dê uma pesquisada.

3 – Existe algum tipo de controle contra fraude?

Além dos diferenciais de segurança do padrão EMV, existem uma série de critérios desenvolvidos para incrementar a segurança. Um destes artefatos é a blacklist, que registra todos os cartões bloqueados e restritos e é atualizada sistematicamente nos validadores. Outro artefato são as verificações offlline predefinidas, que checam dados como tipo de cartão e validade.

4 – O validador precisa estar online para autorizar a transação?

Caso o validador não esteja online no ato da transação, a operação pode ser concluída  no módulo offline, desde que sejam concluídas as etapas de verificação offline e blacklist. No entanto, para garantir a segurança, o validador deve se conectar periodicamente ao gateway de pagamento do adquirente para processar a transação e fechar o fluxo de pagamento.

5 – O que acontece se o usuário não tiver crédito?

Como mencionado na pergunta anterior, caso não seja possível a comunicação com o gateway de pagamento do adquirente, o validador irá verificar se o cartão do usuário está na blacklist. Se não estiver, a transação acontece no modo offline, com limite para apenas uma passagem antes da comunicação com o gateway e processamento da transação.

Apesar de liberar uma passagem do usuário, o sistema está programado para manter “retentativas” constantes de cobrança em intervalo pré estabelecido. Enquanto não for processado o pagamento do débito, o cartão fica na blacklist e não pode mais ser usado.

6 – Quanto tempo leva para o operador de transporte receber o dinheiro?

No caso dos pagamentos com cartão EMV, o tempo depende da modalidade contratada com o adquirente. As regras para cartões débito e crédito são diferentes.

Vale ressaltar que, em função de haver novas transações de cartões EMV diariamente, chegará um momento que o fluxo de entrada de caixa será diário. Não prejudicando o fluxo de caixa das operadoras de transporte.

 

7 – A solução está disponível para modalidades crédito e débito? O usuário pode escolher qual destas modalidades usar?

A tecnologia dos validadores Empresa 1 está preparada para ambas as modalidades. A escolha, por uma e/ou outra modalidade, pode ser feita na definição do modelo de negócio junto ao adquirente. Além disso, o EMISSOR do cartão é quem define o padrão de pagamento para cada usuário. Por exemplo, se o cartão tem a funcionalidade débito e crédito, mas o EMISSOR define como default a função débito, a transação no validador será feita na modalidade débito.

8 – O cartão EMV pode ser utilizado para integração e benefícios tarifários?

O modelo atual é aplicado exclusivamente para tarifa cheia. Ou seja, é uma ótima alternativa para passageiros eventuais e pagantes em dinheiro. Entretanto, com a difusão deste meio de pagamento, provavelmente surgirão novas alternativas. Nós apostamos nessa tendência.

 

9 – Como e quando a população terá acesso ao cartão EMV?

Os cartões EMV já estão no mercado. Orientamos que o estimulo à pulverização deste meio seja uma etapa planejada junto às bandeiras e emissores.

Mas, a boa notícia é que as bandeiras já emitiram, os chamados “mandates” – comunicados aos seus emissores, tornando mandatório que novos cartões emitidos possuam a tecnologia EMV sem contato. A Visa trabalhou com o prazo de outubro de 2018. Já a Mastercard, determinou abril de 2019 como limite.

Apesar de falarmos em cartão a maioria do tempo, a tecnologia EMV sem contato já está disponível em celulares, por NFC, e em acessórios “vestíveis”. Outra alternativa que vem sendo trabalhada por alguns bancos são adesivos.

Se este é o seu primeiro contato com o tema EMV, sugerimos que leia também outros artigos que explicamos um pouco mais esta tendência:

Cartões EMV no transporte público: Conceitos que precisa entender

O fluxo por trás do pagamento com cartão de débito e crédito

 

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